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Cultural · Arte · Artistas negros brasileiros

Júlia Tizumba

Retrato fotográfico de Júlia Tizumba, sentada no palco diante de uma pilha de tambores coloridos, vestida de preto.

Júlia Tizumba é uma multiartista mineira — atriz, cantora, compositora, percussionista, jornalista e pesquisadora mineira, com uma trajetória de mais de 20 anos dedicada às artes e à cultura negra. É formada pelo Teatro Universitário da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e em Jornalismo pela PUC Minas, além de ser mestre e doutora em Artes Cênicas pela Escola de Belas Artes da UFMG. Iniciou seus estudos artísticos ainda na infância e construiu uma trajetória marcada pela ancestralidade negra, pela música, pelo teatro e pelas expressões culturais afro-mineiras. Integrou importantes produções do teatro musical brasileiro, entre elas “Elza”, “O Frenético Dancin’ Days” e “Zumbi, o Negro”. É atriz da Companhia Burlantins, cofundadora do Coletivo Negras Autoras, uma das idealizadoras das mostras Benjamin de Oliveira e Solo Negro, além de atuar como regente e professora de percussão na Associação Cultural Tambor Mineiro. Sua produção artística caminha ao lado da pesquisa acadêmica sobre teatro negro, performance, ancestralidade e protagonismo de mulheres negras nas artes da cena. É autora do livro Maurício Tizumba: caras e caretas de um Teatro Negro performativo, publicado pela Editora Javali e resultado de sua pesquisa de mestrado sobre a trajetória artística de Maurício Tizumba e o teatro negro contemporâneo. Na música, lançou em 2025 seu primeiro álbum autoral, Minêra, trabalho que celebra e reinventa sonoridades afro-mineiras em diálogo com a contemporaneidade. Conheça o álbum Minêra. Em 2026, ampliou sua atuação para o audiovisual ao protagonizar a série In(vulneráveis), ao lado de Jade de Axé e Simone Cerqueira, após sua participação no reality de atuação No Jogo. Sua trajetória articula arte, pesquisa, memória, ancestralidade e produção de conhecimento, afirmando a presença e o protagonismo de artistas negras na cultura brasileira.

Galeria

Obras

A galeria de obras deste artista está em atualização e será publicada a partir de fontes institucionais, com os devidos créditos.

Galeria em atualização.

No verso

Capa do livro Maurício Tizumba: caras e caretas de um teatro negro performativo, de Júlia Tizumba.

Maurício Tizumba: caras e caretas de um teatro negro performativo

Fruto da pesquisa de mestrado da multiartista e pesquisadora Júlia Tizumba, este livro também conta com prefácio escrito por Marcos Alexandre (UFMG), referência na pesquisa de Teatro Negro no Brasil; orelha escrita pela pesquisadora em teatro Bya Braga (UFMG); além de fotografias de trabalhos do artista Maurício Tizumba, e entrevistas com ele e com o artista Sérgio Pererê.

“Reler o teatro brasileiro, a partir das textualidades e espetacularidades negras, coloca a publicação de Júlia Tizumba num lugar de suma importância, não só pelo fato de ser mais uma obra que se propõe a discutir conceitualmente os postulados dos teatros negros, enriquecendo e ampliando o campo de discussão de nossas identidades pretas; mas, principalmente, pelo enfoque de sua pesquisa que consolida, legitima e dá visibilidade à carreira do artista plural que é Maurício Tizumba, ator formado pelo Teatro Universitário da , em 1991, dono de um percurso memorável dentro da trajetória do teatro mineiro e brasileiro. Assim, Maurício Tizumba: Caras e caretas de um Teatro Negro Performativo se configura como mais uma publicação que vem a suprir a carência que ainda se faz notar no mercado editorial brasileiro em relação às publicações que vinculamos, teoricamente, com as artes negras. Sem dúvida, temos aqui um livro, construído a partir de um potente material de pesquisa e que espero que se converta numa obra amplamente divulgada em todo território nacional.”

Por: Marcos Alexandre - UFMG/CNPq

Capa do disco Minêra, de Júlia Tizumba: retrato da artista sorrindo, cercada por berimbaus dourados sobre fundo vermelho.

Minêra

O disco produzido por Acauã Ranne e que conta com a Banda Gloriosa (Acauã Ranne, Juventino Dias, Leonardo Brasilino, Débora Costa, Daniel Guedes e Brunno) emerge como a síntese da identidade da artista: mulher negra, candomblecista e reinadeira, profundamente conectada às suas raízes, que vão do congado e afrobeat à música pop e o efervescente carnaval de rua de Belo Horizonte.

Ouvir o disco Minêra no YouTube