
Apresentação do Congo Mirim
Infância e continuidade
A Guarda de Congo Mirim é uma das expressões culturais da Comunidade Quilombola dos Arturos. Formada por crianças de diferentes idades, constitui uma importante forma de continuidade e transmissão das práticas culturais da comunidade entre gerações.
Segundo o registro acompanhado pelo IEPHA-MG em 2024, a Guarda é composta por crianças entre 5 e 14 anos, com participação majoritária de meninas. Durante ensaios e apresentações, elas são orientadas por integrantes mais experientes da comunidade, incluindo o Mestre Bengala, e aprendem movimentos, cantos, toques e formas de participação no cortejo.
Aprendizagem coletiva
Tradição que se aprende na comunidade
Durante os ensaios, as crianças aprendem os movimentos e a organização do Congo e, depois, participam de momentos de cortejo pela própria comunidade. O relatório registra um ensaio realizado na Capela, seguido pela formação das crianças em fila, pela saudação às Rainhas e ao Rei do Reinado, às coroas e às santas, e pela saída em cortejo para visitar algumas casas da comunidade.
Práticas compartilhadas
Elementos do Congo Mirim
Música
Os instrumentos e toques fazem parte da aprendizagem e da expressão coletiva do Congo Mirim.
Dança e movimento
As crianças aprendem e reproduzem movimentos próprios da manifestação durante os ensaios e cortejos.
Cortejo
As crianças participam de deslocamentos coletivos pela comunidade, visitando casas e integrando diferentes momentos das celebrações.
Ancestralidade
A participação das novas gerações contribui para a continuidade dos conhecimentos e das práticas culturais da comunidade.
“A cultura permanece viva quando é vivenciada e transmitida entre gerações.”
Registro institucional
Galeria
1 fotografia

Congresso de Saúde da População Negra
Cultura, identidade e saúde
Preservar tradições culturais também significa fortalecer memória, identidade, pertencimento e vínculos sociais. Essas dimensões integram os contextos culturais e sociais que atravessam o bem-estar e os determinantes sociais da saúde, sem atribuir à manifestação efeitos clínicos ou terapêuticos específicos.












